{"id":460,"date":"2014-01-27T14:05:51","date_gmt":"2014-01-27T16:05:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.comunidade.art.br\/wordpress\/?p=460"},"modified":"2019-02-17T22:36:52","modified_gmt":"2019-02-18T01:36:52","slug":"robert-frank-e-a-operacao-de-montagem-no-campo-do-olhar-2009","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.comunidade.art.br\/wordpress\/2014\/01\/27\/robert-frank-e-a-operacao-de-montagem-no-campo-do-olhar-2009\/","title":{"rendered":"Robert Frank e a opera\u00e7\u00e3o de montagem no campo do olhar (2009)"},"content":{"rendered":"\n<p>Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado defendida no CEART\/UDESC na Linha de Pesquisa de Hist\u00f3ria e Teoria da Arte, em 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Para baixar a disserta\u00e7\u00e3o: <a href=\"http:\/\/www.tede.udesc.br\/handle\/tede\/838\">http:\/\/www.tede.udesc.br\/handle\/tede\/838<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na s\u00e9rie Polaroids, o fot\u00f3grafo Robert Frank cria situa\u00e7\u00f5es encenadas e manipula a superf\u00edcie bidimensional em condi\u00e7\u00e3o de p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, construindo imagens com fronteiras imprecisas onde se destacam vazios, palavras, gestos pict\u00f3ricos, apropria\u00e7\u00f5es e encena\u00e7\u00f5es. Emergindo por recursos de montagem, tais procedimentos colocam em quest\u00e3o certas refer\u00eancias intr\u00ednsecas ao campo da fotografia e da imagem permitindo reconhecer um territ\u00f3rio onde tanto a fatura como as no\u00e7\u00f5es operat\u00f3rias que se afirmam como fundamento po\u00e9tico se implicam e se rebatem, interrogam e perturbam em rela\u00e7\u00e3o ao campo do olhar. Na interlocu\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e teoria da arte com a psican\u00e1lise e a filosofia, encontramos a possibilidade de problematizar os procedimentos deste trabalho a fim de elaborar as quest\u00f5es que dele ressoam sem, entretanto, reduzir seus termos. No primeiro cap\u00edtulo, investigamos o potencial de linguagem do estrangeiro como uma condi\u00e7\u00e3o da imagem, que se identifica, tanto no campo fotogr\u00e1fico como imag\u00e9tico, como anulador de fronteiras e instaurador de novos par\u00e2metros propositivos. A inquietante estranheza freudiana articulada com as infinitas possibilidades da linguagem art\u00edstica abre campo para pensar a s\u00e9rie Polaroids como imagem-acontecimento. No segundo cap\u00edtulo, analisamos a rela\u00e7\u00e3o entre o vis\u00edvel e o diz\u00edvel a partir dos aspectos renitentes da opera\u00e7\u00e3o de montagem ao longo da s\u00e9rie, entre os quais, a l\u00f3gica figural nos sonhos e na ret\u00edcula, a rela\u00e7\u00e3o entre imagem e palavra, a repeti\u00e7\u00e3o como diferen\u00e7a e o gesto que re-significa o instante de ver. No terceiro cap\u00edtulo, analisamos o rebatimento destes procedimentos pl\u00e1sticos no campo do visual. Do processo de instaura\u00e7\u00e3o da visualidade do objeto art\u00edstico, alcan\u00e7amos a no\u00e7\u00e3o de irrepresent\u00e1vel como encontro com o Real, e conclu\u00edmos com a estrutura do campo esc\u00f3pico formulada por Jacques Lacan, e cuja orienta\u00e7\u00e3o na teoria da arte \u00e9 desenvolvida por Georges Didi-Huberman, onde o olhar cumpre a fun\u00e7\u00e3o de causar o sujeito em seu desejo.<\/p>\n\n\n\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Robert Frank, fotografia, opera\u00e7\u00e3o de montagem, campo do olhar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>SUM\u00c1RIO<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cap\u00edtulo I<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O ESTRANGEIRO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1. O estrangeiro como uma condi\u00e7\u00e3o da imagem<\/p>\n\n\n\n<p>New Years Day ; a linguagem como interroga\u00e7\u00e3o; do vazio inicial aos novos territ\u00f3rios da imagem; o estranho na concep\u00e7\u00e3o freudiana; imagem aut\u00f4noma\/ imagem sujeito; a inquietante estranheza e a imagem aur\u00e1tica; Roots ; expatriamento e sentido de origem; cartografias sentimentais e atravessamento.<\/p>\n\n\n\n<p>2. A fotografia e suas implica\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Monuments for my daughter Andrea;&nbsp; a fotografia \u00e9 o que \u00e9 feito dela; olhar fora verdentro: moebius&nbsp; e a topologia de borda; o termo ext\u00edmio em Lacan; o paradigma da fotografia e a caixa-preta; Flusser e a filosofia da fotografia; Baudrillard e o princ\u00edpio de realidade; a irrealiza\u00e7\u00e3o inerente ao fotogr\u00e1fico; a verdadeira imagem.<\/p>\n\n\n\n<p>3. Imagem-acontecimento ou a inven\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio rosto<\/p>\n\n\n\n<p>No projector could do justice&#8230;;&nbsp; a no\u00e7\u00e3o de performance&nbsp; e a enuncia\u00e7\u00e3o no presente; por um novo c\u00e1lculo na arte; tempo cronol\u00f3gico e Aion; a identidade-infinita como devir; 4 AM, Make Love to Me;&nbsp; Weston e a fotografia modernista norte-americana; Barthes e as no\u00e7\u00f5es de pr\u00e1tica significante e Texto; a imagem-rosto e o plano de iman\u00eancia deleuziano; a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica como a rela\u00e7\u00e3o entre atual x virtual; Boston, March 20; jogo ideal e acontecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cap\u00edtulo II<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VIS\u00cdVEL X DIZ\u00cdVEL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1. A l\u00f3gica figural nos sonhos e na ret\u00edcula<\/p>\n\n\n\n<p>End Of Dream ; o campo pl\u00e1stico atrav\u00e9s da l\u00f3gica figural dos sonhos; imagem dial\u00e9tica, sintoma e rememora\u00e7\u00e3o; BonJour Maestro ; sonho dentro do sonho; por uma teoria do detalhe; repeti\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o; Studio, Mabou ; ret\u00edcula.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Palavra e imagem<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Maurice Blanchot: Falar n\u00e3o \u00e9 ver; Blind, Love, Faith&nbsp; &#8211; New Years Day&nbsp; &#8211; Words ; palavra escrita, inscrita e sobredeterminada; a imagem na ordem do fasc\u00ednio; campo verbo-visual como territ\u00f3rio heterog\u00eaneo.<\/p>\n\n\n\n<p>3. A repeti\u00e7\u00e3o que instaura a diferen\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>Andrea;&nbsp; o noema da fotografia de Barthes diante da repeti\u00e7\u00e3o; repetir n\u00e3o \u00e9 representar; Gilles Deleuze: a repeti\u00e7\u00e3o do mesmo e a repeti\u00e7\u00e3o que carrega sua diferen\u00e7a; repeti\u00e7\u00e3o como pot\u00eancia de linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>4. O gesto que desempata<\/p>\n\n\n\n<p>A problem\u00e1tica da pintura em \u201cA obra-prima desconhecida\u201d, de Honor\u00e9 De Balzac; Mabou 1979;&nbsp; gesto final como opera\u00e7\u00e3o de desempate; carne da pintura, encarna\u00e7\u00e3o e colorido-sintoma em \u201cLa pintura encarnada\u201d , de Georges Didi-Huberman; o gesto como instante terminal no conceito Lacaniano; Mabou 1994 ; gesto e repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cap\u00edtulo III<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VIS\u00cdVEL X VISUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1. Jogo anadi\u00f4meno e a instaura\u00e7\u00e3o da visualidade<\/p>\n\n\n\n<p>Andrea;&nbsp; altera\u00e7\u00e3o, da coisa \u00e0 sua imagem; Sigmund Freud, Fort-da&nbsp; e o nascimento para a linguagem; o papel da falta no jogo anadi\u00f4meno; Tony Smith e o relato de sua cria\u00e7\u00e3o; dial\u00e9tica visual e objeto art\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>2. A est\u00e9tica da tiqu\u00ea e o irrepresent\u00e1vel<\/p>\n\n\n\n<p>Sick of good by\u00b4s;&nbsp; os significantes no inconsciente Lacaniano; aut\u00f4maton&nbsp; e tiqu\u00ea&nbsp; no encontro com o Real; o sem-sentido da tiqu\u00ea e o non-sense&nbsp; do surrealismo; a est\u00e9tica da tiqu\u00ea .<\/p>\n\n\n\n<p>3. O jogo do olhar<\/p>\n\n\n\n<p>Pour la fille;&nbsp; Merleau-Ponty e a carne do vis\u00edvel; o campo esc\u00f3pico em Lacan; olho como \u00f3rg\u00e3o &#8211; olhar como fun\u00e7\u00e3o; a inelut\u00e1vel cis\u00e3o do ver em Didi-Huberman; Picture for Women&nbsp; de Jeff Wall e fun\u00e7\u00e3o do olhar; objeto a&nbsp; e cis\u00e3o diante da imagem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Andrea, Mabou, 1977;&nbsp; o jogo do olhar no plano da imagem; a opera\u00e7\u00e3o de montagem como reincid\u00eancia na s\u00e9rie; sobre os aspectos tautol\u00f3gicos e o espectador; considera\u00e7\u00f5es; Winter footage, films stills.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado defendida no CEART\/UDESC na Linha de Pesquisa de Hist\u00f3ria e Teoria da Arte, em 2009. 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